Les Undergrounds Versão 4.0

Por que Underground? Porque somos tão baixos que chegamos a ser subterrâneos!
BLOG DE LETRAS ESTRANGEIRAS UFRN





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Les Undergrounds, o povo mais baixo da federal.

Quinta-feira, Abril 14, 2005

 
Essa é pra gente:

Um sujeito vai visitar um amigo deputado e aproveita para lhe pedir um
emprego para o seu filho que tinha acabado de completar o supletivo do
primeiro grau.
- Eu tenho uma vaga de assessor, só que o salário não é muito bom...
- Quanto é doutor?
- Pouco mais de dez mil reais!
-Dez mil? Mas é muito dinheiro para o garoto! Ele não vai saber o que
fazer com tudo isso não, doutor!
Não tem uma vaguinha mais modesta?
-Só se for para trabalhar na Assembléia. Meio período. E eles estão
pagando sete mil!
-Ainda é muito, doutor! Isso vai acabar estragando o menino!
-Bom, então tenho de consultor. Estão pagando cinco mil reais.
-Isso tudo é muito. O senhor não tem um emprego que pagasse uns mil e
quinhentos ou até dois mil reais?


-Ter eu até tenho. Mas aí e só por concurso e é para quem tem curso
superior em Engenharia, Administração, Medicina, Economia, Direito ou
Contabilidade, etc... E ainda tem que ter Pós-Graduação e com bons
conhecimentos em informática além de Inglês, Francês e Espanhol.


O pior é que é verdade!

posted by Ciça L. at 4:49 AM

Sexta-feira, Abril 01, 2005

 
Mais fotos!

Enquanto não fazemos nosso album, aqui estão as fotos mais arrumadinhas:
Tah bom Clara? :)

Aula da saudade
Culto evangélico
Colação de grau
Baile

posted by Ciça L. at 3:20 PM

Domingo, Março 06, 2005

 
O que voces acharam dos convites??

posted by C at 9:59 PM

 
Vão desativar esse trem aqui

posted by C at 9:47 PM

Terça-feira, Fevereiro 08, 2005

 
O que eh isss...... esse blog já teve nivel!

posted by C at 12:22 AM

Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005

 

É O FRESCO!!!!!

Esse Adolar Gangorra deve ser uma daquelas bichas bigodudas enrustidas! Não tem o que fazer não é, escrevendo essas besteiras sobre as mulheres? Ele só pode estar mesmo apaixonado por um "boyzim" de 16 anos! Deve ser mais um dos Chipkevitchs da vida! Sai dái!!!!!


posted by BRUNA: la plus des plus at 1:36 PM

Domingo, Janeiro 30, 2005

 
Ei, quando vamos receber nossos convites?

posted by Ciça L. at 11:05 AM

 
Eduardo e Mônica

Esse texto é uma análise comportamental crítica sobre "Eduardo e Mônica" (aquela música que todo mundo tem
obrigação de tocar em churrascos,ao lado de Wish You Were Here, Stairway to Heaven, etc ....).


O falecido Renato Russo era, sem dúvida, um ótimo músico e um excelente letrista. Escreveu verdadeiras obras de arte cheias de originalidade e sentimento. Como artista engajado que era, defendia veementemente seus pontos de vista nas letras que criava. E por isso mesmo, talvez algumas delas excedam a lógica e o bom senso.
Como no caso da música Eduardo e Monica, do álbum "Dois" da Legião Urbana, de 1986, onde a figura masculina (Eduardo) é tratada sempre como alienada e inconsciente enquanto a feminina (Monica) é a portadora de uma sabedoria e um estilo de vida evoluidíssimos.

Analisemos o que diz a letra. Logo na segunda estrofe, o autor insinua que Eduardo seja preguiçoso e indolente (Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar; Ficou deitado e viu que horas eram) ao mesmo tempo que tentar dar uma imagem forte e charmosa à Monica (enquanto Monica tomava um conhaque noutro canto da cidade como eles disseram). Ora, se esta cena tiver se passado de manhã, como é provável, Eduardo só estaria fazendo sua obrigação: acordar. Já Mônica revelaria-se uma cachaceira profissional, pois virar um conhaque antes do almoço é só para quem conhece muito bem o ofício.

Mais à frente, vemos Russo desenhar injustamente a personalidade de Eduardo de maneira frágil e imatura (Festa estranha, com gente esquisita...). Bom, "Festa Estranha" significa uma reunião de porra-loucas atrás de qualquer bagulho para poder fugir da realidade com a desculpa esfarrapada de que são contra o sistema. "Gente esquisita" é, basicamente, um bando de sujeitos que têm o hábito gozado de dar a bunda após cinco minutos de conversa. Também são as garotas mais horrorosas
da Via-Láctea. Enfim, esta era a tal "festa legal" em que Eduardo estava. O que mais ele podia fazer? Teve que encher a cara pra agüentar aquele pesadelo, como veremos a seguir.

Assim temos ( - Eu não estou legal. Não agüento mais birita.). Percebe-se que o jovem Eduardo não está familiarizado com a rotina traiçoeira do álcool. É um garoto puro e inocente, com a mente e o corpo sadios. Bem ao contrário de Monica, uma notória bêbada sem-vergonha do underground. Adiante, ficamos conhecendo o momento em que os dois protagonistas se
encontraram (E a Monica riu e quis saber um pouco mais Sobre o boyzinho que tentava impressionar). Vamos por partes: em "E a Monica riu "nota-se uma atitude de pseudo-superioridade desumana de Monica para com Eduardo. Ela, bêbada inveterada, ri de um bêbado inexperiente!

Mais à frente, é bom esclarecer o que o autor preferiu maquiar. Onde lê-se "quis saber um pouco mais" leia-se "quis dar para"! É muita hipocrisia tentar passar uma imagem sofisticada da tal Monica. A verdade é que ela se sentiu bastante atraída pelo "boyzinho" que tentava impressionar"! É o máximo do preconceito leviano se referir ao singelo Eduardo como "boyzinho"... Não é verdade. Caso fosse realmente um playboy, ele não teria ido se encontrar com Monica de bicicleta, como consta na quarta estrofe (Se encontraram então no parque da cidade A Monica de moto e o Eduardo de camelo.). A não ser que o Eduardo fosse um beduíno, e estivesse realmente de camelo, mas ainda nesse caso não seria um "boyzinho". Se alguém aí age como boy, esta seria Monica, que vai ao encontro pilotando uma ameaçadora motocicleta. Como é sabido, aos 16 (Ela era de Leão e ele tinha dezesseis) todo boyzinho já costuma roubar o carro do pai, principalmente para impressionar uma maria-gasolina como Monica.

E tem mais: se Eduardo fosse mesmo um playboy, teria penetrado com sua galera na tal festa, quebraria tudo e ia encher de porrada o esquisitão mais fraquinho de todos na frente de todo mundo, valeu? Na ocasião do seu primeiro encontro, vemos Monica impor suas preferências, uma constante durante toda a letra, em oposição a uma humilde proposta do afável Eduardo (O Eduardo sugeriu uma lanchonete, mas a Monica queria ver um filme do Godard.). Atitude esta nada democrática para quem se julga uma liberal. Na verdade, Monica é o que se convencionou chamar de P.I.M.B.A (Pseudo Intelectual Metido à Besta e associados, ou seja, intelectuerdas, alternativos, cabeças e viadinhos vestidos de preto, em geral), que acham
que todo filme americano é ruim e o que é bom mesmo é filme europeu, de preferência francês, preto e branco, arrastado pra caralho e com muitas cenas de baitolagem.

Em seguida Russo utiliza o eufemismo "menina" para se referir suavemente à Monica (O Eduardo achou estranho e melhor não comentar, mas a menina tinha tinta no cabelo.). Menina? Pudim de cachaça seria mais adequado. À pouco vimos Monica virar um Dreher na goela logo no café da manhã e ele ainda a chama de menina? Note que Russo informa a idade de Eduardo, mas propositadamente omite a de Monica. Além disto, se Monica pinta o cabelo é porque é uma balzaca querendo fisgar um garotão viril ou porque é uma baranga escrota mesmo. O autor insiste em retratar Monica como uma gênia sem
par. (Ela fazia Medicina e falava alemão) e Eduardo como um idiota retardado (E ele ainda nas aulinhas de inglês.). Note a comparação de intelecto entre o casal: ela domina o idioma germânico, sabidamente de difícil aprendizado, já tendo superado o vestibular altamente concorrido para medicina. Ele, miseravelmente, tem que tomar aulas para poder balbuciar "iéis", "nou" e "mai neime is Eduardo"! Incomoda como são usadas as palavras "ainda" e "aulinhas", para refletir idéias de atraso intelectual e coisa sem valor, respectivamente. Coitado do Eduardo, é um jumento mesmo...

Na seqüência, ficamos a par das opções culturais dos dois (Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud). Temos nesta lista um desfile de ícones dos P.I.M.B.As, muito usados por quem acha que pertence a uma falsa elite cultural. Por exemplo, é tamanha uma pretensa intimidade com o poeta Manuel de Souza Carneiro Bandeira Filho, que usou-se a expressão "do Bandeira". Francamente, "Bandeira" é aquele juiz que fica apitando impedimento na lateral do campo. O sujeito mais normal dessa moçada aí, cortou a orelha por causa de uma sirigaita qualquer. Já viu o nível, né? Só porra-louca de primeira. Tem um outro peroba aí que tem coragem de rimar "Êta" com "Tiêta" e neguinho ainda diz que ele é gênio!

Mais uma vez insinua-se que Eduardo seja um imbecil acéfalo (E o Eduardo gostava de novela) e crianção (E jogava futebol de botão com seu avô). A bem da verdade, Eduardo é um exemplo. Que adolescente de hoje costuma dar atenção a um idoso? Ele poderia estar jogando videogame com garotos de sua idade ou tentando espiar a empregada tomar banho pelo buraco da fechadura, mas não. Preferia a companhia do avô em um prosaico jogo de botões! É de tocar o coração. E como esse gesto magnânimo foi usado na letra? Foi só para passar a imagem de Eduardo como um paspalho energúmeno. É óbvio, para o autor, o homem não sabe de nada. Mulher sim, é maturidade pura.

Continuando, temos (Ela falava coisas sobre o Planalto Central, também magia e meditação.). Falava merda, isso sim! Nesses assuntos esotéricos é onde se escondem os maiores picaretas do mundo. Qualquer chimpanzé lobotomizado pode grunhir qualquer absurdo que ninguém vai contestar. Por que? Porque não se pode provar absolutamente nada ... Vale tudo! É o samba do crioulo doido. E quem foi cair nessa conversa mole jogada por Monica? Eduardo é claro, o bem intencionado de plantão. E ainda temos mais um achincalhe ao garoto (E o Eduardo ainda estava no esquema "escola - cinema - clube -
televisão".). O que o Sr. Russo queria? Que o esquema fosse "bar da esquina - terreiro de macumba - sauna gay - delegacia"?? E qual é o problema de se ir a escola, caramba?!?

Em seguida, já se nota que Eduardo está dominado pela cultura imposta por Monica (Eduardo e Monica fizeram natação, fotografia, teatro, artesanato e foram viajar.). Por ordem: 1) Teatro e artesanato não costumam pagar muito imposto. 2) Teatro e artesanato não são lá as coisas mais úteis do mundo. 3) Quer saber? Teatro e artesanato é coisa de viado!!!

Agora temos os versos mais cretinos de toda a letra (A Monica explicava pro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar.). Mais uma vez, aquela lengalenga esotérica que não leva a lugar algum. Vejamos: Monica trabalha na previsão do tempo? Não. Monica é geóloga? Não. Monica é professora de química? Não. Mônica é alguma aviadora? Também não. Então
que diabos uma motoqueira transviada pode ensinar sobre céu, terra, água e ar que uma muriçoca não saiba? Novamente, Eduardo é retratado como um debilóide pueril capaz de comprar alegremente a Torre Eiffel após ser convencido deste grande negócio pelo caô mais furado do mundo. Santa inocência ...

Ainda em, (Ele aprendeu a beber,), não precisa ser muito esperto pra sacar com quem... é claro, com Monica, a campeã do alambique! Eduardo poderia ter aprendido coisas mais úteis como o código morse ou as capitais da Europa, mas não. Acharam melhor ensinar para o rapaz como encher a cara de pinga. Muito bem, Monica! Grande contribuição!

Depois, temos (deixou o cabelo crescer). Pobre Eduardo. Àquela altura, estava crente que deixar crescer o cabelo o diferenciaria dos outros na sociedade. Isso sim é que é ativismo pessoal. Já dá pra ver aí o estrago causado por Monica na cabeça do iludido Eduardo. Sempre à frente em tudo, Monica se forma quando Eduardo, o eterno micróbio, consegue entrar na universidade (E ela se formou no mesmo mês em que ele passou no vestibular.). Por esse ritmo, quando Eduardo conseguir o diploma, Monica deverá estar ganhando o seu prêmio Nobel. Outra prova da parcialidade do autor está em ("porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação".). É interessante notar que é o filho do Eduardo e não de Monica, que ficou de segunda época. Em suma, puxou ao pai e é burro que nem uma porta.

O que realmente impressiona nesta letra é a presença constante de um sexismo estereotipado. O homem é retratado como sendo um simplório alienado que só é salvo de uma vida medíocre e previsível graças a uma mulher naturalmente
evoluída e oriunda de uma cultura alternativa redentora. Nesta visão está incutida a idéia absurda que o feminino é superior e o masculino, inferior. Bem típico de algum recalque homossexual do autor, talvez magoado com a natureza masculina. É sabido que em todas culturas e povos existentes, o homem sempre oprimiu amulher. Porém, isso não significa, em hipótese
alguma, que estas sejam melhores que os homens. São apenas diferentes. Se desde o começo dos tempos o sexo feminino fosse o dominador e o masculino o subjugado, os mesmos erros teriam sido cometidos de uma maneira ou de outra.

Por quê? Ora, porque tanto homens, mulheres e colunistas sociais fazem parte da famigerada raça humana. E é aí que sempre morou o perigo. Não importa que seja Eduardo, Mônica ou até... Renato!

Adolar Gangorra tem 71 anos, é editor do periódico humorístico Os Reis da Gambiarra e não perde um show sequer dos "The Fevers".



posted by Ciça L. at 11:03 AM

Domingo, Janeiro 23, 2005

 


Esse é um texto que está rolando na Comunidade "Circular da UFRN". Muito justo, justíssimo!

A Balsa do Inferno

"Os dois poetas passam pela porta com a inscrição
ameaçadora, e ancontram, no vestíbulo do inferno, uma
multidão em gritos e agitação(...) tomando-me pela
mão, bondosamente, como a animar-me os movimentos,
introduziu-me no ambiente secreto. Ali, suspiros,
queixas e lamentos cruzavam-se pelo ar, na escuridão,
fazendo-me tremer por uns momentos. Linguas estranhas,
gíria em profusão, exclamações de dor, acenos de ira,
rangidos, gritos e bater de mão, produziiam um rumor
que eu nunca ouvira..."
-

Dante Alighieri, Divina Comédia, O inferno, canto III.

A cena parece assustadora, medonha até... seria
realmente necessário uma vida muito errada e cheia de
pecados p/ merecer algo assim, não é?

Daqueles que responderam "sim" p/ a pergunta anterior,
só posso chegar a duas conclusões: 1- Ou estão tão
cegas e/ou acostumadas à sua realidade que ela nem de
longe causa tanto impacto quanto as palavras de Dante.
2- Ou então tem uma certa condição financeira e não
dependem do circular da ufrn.

Como não traçar um paralelo entre o texto de Dante e
nosso querido transporte escolar? como não ler sobre a
"porta com inscrição ameaçadora" e lembrar
imediatamente da porta de frente onde se lê:'entrada',
e como se não bastasse isso, encontramos "no vestíbulo
do inferno, uma multidão em gritos e agitação" também
pudera... são seres humanos(embora alguns nem pareçam
tanto) e não sacos de batata, e mesmo se fossem, ainda
ssim não poderiam ser empilhados indefinidamente(as de
baixo iam ficar machucadas)...

"Ali, suspiros(respiração dificultada pelo suvaco do
futuro engenheiro no rosto), queixas(-EI! quem foi que
me deu uma dedada?!) e lamentos(oh, vida! oh, azar!)
cruzavam-se pelo ar, na escuridão, fazendo-me tremer
por uns momentos. Linguas estranhas(Africanos), gíria
em profusão(-mermão, doido, se essa bomba rolar na
roda num vai dar p/ goronaitchar hoje, tá ligado?),
exclamações de dor(-Arra! meu olho, porra!), acenos de
ira(sem comentários), rangidos(imagina! o onibus só é
mais novo que a fome no nordeste), gritos e bater de
mão(VAI DESCER!!), produziam um rumor
que eu nunca ouvira..."

pode parecer história de pescador(ou historiador, o
que vc julgar pior) mas contando comigo e o motorista,
já cheguei a contar 23 pessoas só na parte da frente,
antes da roleta, um espaço que não tem mais que 6m²
contando com o espaço do motor, que ninguem pode
sentar em cima... são mais de 5 pessoas por m²!

isso nós não podemos aceitar... mesmo que sejamos
almas perdidas, pecadoras, perversar ou o que formos,
nosso lugar de sofrer é no inferno, e não antes! não é
pq sou liso/socialmente inferior/pobre/desmonetarizado
que vou aceitar isso! não podem me forroar com o
tridente antes da hora!

O que podemos fazer? é muito simples! pq não enviamos
e-mails ou fazemos um abaixo assinado, convocando o
senhor reitor, cujo nome não lembro(tb, como lembrar
de alguém que a gente só ve uma vez por ano?) a sair
do seu palácio e pegar o circular como um aluno
qualquer, bem no horário de pico! mas não na parada do
lado do seu castelo, mas pq não convidá-lo a pegar
ônibus na parada do setor III/IV!

só gostaria de estar perto nesse momento... mas não
por puro sadismo, mas sim para poder perguntar a ele
na hora, quais suas primeiras impressões ao ser
tratado como carga e não como passageiro.

posted by Ciça L. at 11:51 AM

 

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